sexta-feira, 15 de março de 2013
Pigmentação brasileira
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
A mancha branca da impunidade
Quem consegue ferir mais o peito verde e amarelo da terra tupiniquim? Um ladrão de galinhas azul de fome ou os crimes de colarinho branco? Na guerra de cores que compõem a bandeira nacional, a Câmara Federal, composta por 53 deputados federais eleitos de forma proporcional pelos estados membros, estão prestes a tirar essa duvida de seu pleito.
Pode o Ministério Público e outros órgãos como Ibama, Banco Central, INSS investigar crimes administrativos? Ou cabe somente a polícias Federal e Civil essa função?
A Constituição Federal, por mais poder que possa conter nas palavras que compõem suas páginas, algumas vezes deixa à interpretação do leitor o manuseio de suas leis. Em seu artigo 144 ela delega exclusivamente a polícia essa função e já no artigo 129, em alguns casos, diz que outros órgão pode auxiliar na investigação destes crimes.
O Brasil, que disputa hoje o hall de países mais corruptos do mundo, é inadmissível que isso ainda seja um tema de votação. Em caso hipotético de ser aceito, ele deixa de equiparasse a países como Itália, Chile, Estados Unidos e até outros que não possuem o modelo processual como França.
Se essa PEC 37 for aprovada, com o abarrotamento de trabalho das polícias, fica as fácil correr atrás de ladrão de galinha do que limpar de vez essa mancha de impunidade do colarinho branco da história de nossa nação.
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
Os direitos e deveres virtuais.
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Fim de ano. Muitas aventuras e confusões.
Quem seria o louco varrido que levantaria a mão pra pergunta: Quem não gosta de final de ano? Se a gente já fica todo empolgadinho quando vai dando 17:50 na sexta-feira por que está acabando a semana, imagina quando chega dezembro e está acabando o ano.
Finalmente podemos nos livrar daquelas promessas de que esse ano eu vou estudar mais, esse ano eu vou emagrecer 10kg, esse ano eu não vou matar ninguém, enfim, parece que fim de ano todo mundo ganha um prêmio por ter suportado tudo que aconteceu nos 365 dias passados.
Na frente da TV, sentados todos no sofá, a família brasileira relembra de tudo que aconteceu no ano inteiro. Um bandido assaltou uma loja e matou 3 pessoas, 20 casas foram soterradas, lá no Rio de Janeiro mais um morro foi pacificado.
Sinceramente gostaria de ver nessas retrospectivas que o bandido foi solto por que em nossa constituição tem algum parágrafo de algum artigo que defende o direito de matar. Gostaria de ver também que as casas foram soterradas por que lá em Brasília alguém colocou na cueca o dinheiro para o asfaltamento do local. E o que é pra mim a maior piada do ano, mais um morro foi pacificado. Por que só agora? Por que a retrospectiva não mostra por que esperamos tantos assassinatos com o tráfico de drogas para só agora alguém dizer chega?
Fim de ano é mesmo uma mistura de aventuras e confusões. Realmente merecemos essas festas. Mais como gratificação por sobreviver em estradas mal pavimentadas e por trabalhar todos os dias por um salário mínimo que mais parece uma piada.
Que venha o Papai Noel e me traga de presente uma aspirina gigante para suportar um 2012 com mais furos de capas de jornal e ver na retrospectiva de fim de ano algo que mais parece uma reprise da do ano passado.
Boas festas a todos.
Douglas Valério
Redator Publicitário
@DogValerio
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Eu falei comigo.
Redator Publicitário
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Ele chegou com toda a sua cabeça.
Queridos leitores, hoje, sexta-feira dia 23 de setembro de 2011 meu irmão mais novo, Nikolas Soares Valério, completa seus 24 anos de vida. Amado por todos e odiado por mim toda vez que ele deixa um copo largado no meio da sala enquanto termina mais um jogo no seu vide-game, eu dedico este artigo a essa pessoa tão especial que todos conhecem pelo pseudônimo “cabeça”.
Pensei antes de mais nada, escrever sobre o Nikolas, filho, irmão, namorado. Mas este é uma pessoa muito pop, todos o conhecem. Baladeiro, dono de várias fotos curtidas em sua rede social. Hoje eu vou falar é realmente do Nikolas cabeça, aquele que poucos tiveram a oportunidade de conhecer, e que graças a Deus eu pude ser um destas privilegiadas pessoas.
Verdade seja dita, ele tem o apelido que merece. Não pelo significado literal da palavra, mas pelas atitudes que ele tomou em toda sua vida. Responsável, ético acima de qualquer coisa, não bebe, não fuma e sua única droga é a superação. Nasceu pequeno e magrinho, do tipo que ninguém ia prestar muita atenção, mas como nas histórias do patinho feio, cresceu, apareceu e brilhou.
Hoje apenas colhe os frutos de um trabalho que começou há 24 anos atrás. Como já disse, ele nasceu pequeno e magrinho, mas com uma força que deixou só na primeira tacada, milhões de concorrentes pra trás. E quando éramos três, o magrinho era o mais invocado dentro da “República dos Largados”. No meio da madruga, levantava furioso enfrentando sem pestanejar os
Um outro ponto que vale a pena ressaltar é seu brilho. Ao contrário das oportunidades que eu tive em minha vida, ele nunca pisou em uma passarela e nunca foi foco do flash das câmeras fotográficas, mas até isso em sua vida teve um propósito, ele nunca precisou. Sua luz nasceu junto com ele. Fraquinha no começo admito, mas hoje chega cegar se olhar com muita atenção.
Como gosto de falar, “ele é o cara”. Extremamente inteligente isso eu posso dizer de carteirinha, porque enquanto eu curtia meus castigos pela recuperação no colégio, ele curtia suas férias pelas excelentes notas. E que inclusive deixou um histórico com média acima em todas as matérias passou e mais acima ainda no coração de qualquer pessoa que o conheceu como eu o conheço.
Hoje, completando mais um ano de vida, desejo a ele um feliz aniversário, muita paz, muita saúde e muita farra, por que ninguém é de ferro. Estes são os meus votos ao meu irmão Nikolas, e também ao meu grande e melhor amigo que chegou ao mundo com toda sua alegria, com toda a sua responsabilidade e também com toda a sua cabeça.
Douglas Valério
Redator Publicitário
@DogValerio
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Imagem e Semelhança
Às vezes acho inacreditável sermos considerados a imagem e semelhança de Deus. Uma terra infestada de ratos a serem dominadas por porcos. Gente tão mesquinha, tão miserável que não se tornam a imagem e semelhança de nada a não ser a própria depressão.
Morte e violência tornaram-se o playground de lunáticos e sociopatas de todas as partes. E não posso mentir, acho tudo isso muito divertido. Pessoas que funcionam de formas aleatórias, incapazes de criar e totalmente dispostas a destruir. E isso me parece tão inteligente quanto as piadas de domingo do Faustão.
“Meu Deus é maior”, dizem segurando no ombro um rifle capas de deixar um buraco maior que a dúvida de meus pensamentos. Nessa guerra divina, os deuses nos devem ver como participantes de reality show. Presos em um mundinho e prontos a nos matar por 15 minutos de fama. É incrível a forma que entregamos Nobels a macacos.
Vejo o fim. Percebo as mudanças acontecendo. Toda vez que uma onda gigante atinge as costas litorâneas do Japão ou algum terremoto faz tremer o confortável quartinho das crianças. Quando os reatores nuclear explodem e uma nação fica doente com as armas que criaram para melhorar suas vidas. A cada vez que me deparo com essa situação, vejo os pensamentos no mundo tornarem-se coletivos. Pessoas dispostas a prestar condolências brotam dos lugares mais longínquos da terra.
Deus, se nos fizestes sua imagem e semelhança, por que minha percepção de amor é limitada apenas na desgraça. Será esse o plano? Por que apenas no fundo do abismo entendemos de amor?
Uma arma, uma bala, uma taça de vinho e muito assunto para conversar.
Douglas Valério
Redator Publicitário
@DogValerio